
O tempo passa muito rápido. Passa e fica gravado em nossas cabeças como se fosse um filme que você aperta o play e ele dispara e você ver ali algumas de suas aventuras e desventuras, ver os momentos mais marcantes de sua vida e ver a pior a sentença do tempo, a sentença de que ele passa e não volta mais.
Próxima semana eu faço 16 anos, pode pra alguns parecer pouco tempo, mas pra mim foram 16 anos de decisões tomadas, amizades construídas e algumas acabadas, amores e juntinho ao amor o ódio e o conflito. Conflitos de “N” naturezas, que sempre levam um pouco de mim, sempre me levam ao desgaste emocional o que me deixa frágil e vunerável, as vezes me pergunto o porque de eu ter aceitado tanta coisa na minha vida contra a minha vontade, me pergunto porque me deixei ser reflexos dos sonhos dos outros, mesmo que esses outros seja alguém muito importante pra mim, as vezes olho ao meu redor e vejo tantas imposições de como ser ou não ser, vejo tantas línguas que acusam e condenam em nome do “amor” e penso que amor é esse, pelo que vejo é se importar com que os outros falam e se esconderem atrás de promessas e religiões e o que ainda piora essa idéia, é esse “amor” ser imposto pra mim até nas roupas que visto, nas fotos que tiro, com quem convivo ou deixo de conviver. Hoje me olho no espelho e não me vejo, vejo meu rosto estampado na sala e me pergunto o que faço ali sorrindo se aquela não sou eu! São só mascaras que a vida me ensinou a maquiar e que estão caindo a cada dia que passa e está cada vez mais difícil conter essa angustia que me sufoca e me faz querer a cada dia que passa ser livre, muitas das vezes conter o grito que está entalado em minha garganta e ainda ouvir que eu não tenho direito de reclamar.
Bom, depois desse desabafo o que posso dizer é Parabéns pra mim, que passe os 16,os 17 e chegue os tão esperado 18 anos.