sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Humanos e abismos

É inerente a nossa existência, faz parte da construção do que somos, seres humanos, imperfeitos, máquinas quebradas ligadas a sentimentos, ou nem tantos assim. Só aprendemos com a dor, a sabedoria de observar e aprender com os erros dos outros é para poucos, quase nenhum, preciso sentir na pele, crucificar a pele para aprender. Vivemos numa corda bamba, vivemos, mas a pergunta é, até quando? Quem te disse que você só irá morrer quando ficar velho? Quem te garante que o ciclo natural da vida será o seu ciclo? E se tudo parar amanhã? E se você parar ?
Somos máquinas humanas, quebradas, nunca perfeitas, as vezes enganadas na ilusão, nunca perfeitas. Para cada dor um novo reparo, para cada buraco uma nova sutura, quantos pontos você ainda aguenta? Na verdade, quantas vezes você ainda aguenta arrebentar essa ferida?
Somos criaturas pequenas, risórias, com uma mania de grandeza sem fim, estamos todos cegos, surdos, mudos, ébrios de orgulho e egoísmo no nosso pequeno universo pessoal, que esquecemos que é nosso, e queremos fazer do mundo inteiro, egocêntricos, do Ego erguido em areia movediça, basta um toque pra desmoronar, insetos, isso seria um elogio.
Humanos e abismos, até quando só daremos valor as coisas quando perdê-las, até quando a dor do outro será apenas mais uma dor, até quando o abismo nos puxará e teremos que escalar para sair, até quando teremos força? Ainda bate um coração? qual a cor do teu sangue? E as engrenagens precisam de óleo esse mês? Cérebro ou coágulos de sol?

Ei,
Não esqueça de respirar.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Mais uma vez

Às vezes queriam que tivessem me ensinado mais sobre o Amor, não sobre somente amar. Tudo que aprendi foi que Amor é se doar incessantemente a alguém que você ame, sem pensar no que vem depois. Queria que alguém tivesse me dito que a gente não escolhe quando o amor chega e que em algumas vezes a gente não escolhe quando o amor vai embora. 
A chegada do Amor é brava e imponente, arrebata sua vida, entorpece os seus sentidos, você respira se outro respira ? Respira, talvez não tanto, mas pra mim sim, forte, imponente, se apossa da minha vida e do que sou, e olhe que não sou novata nisso de amar.
O problema é a partida do Amor, também é brava e imponente, mas arrebenta sua vida, destrói tudo, seus planos, seus sonhos, você tinha tudo e agora não tem nada, sempre mais um do que dois, e olhe que também não sou novata nisso de sofrer. 
Às vezes queria ser mais forte.