quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Há algum tempo me via perdida, como se estivesse dentro de um quarto sem porta e sem janela apenas quatro paredes brancas e essa solidão que perturba,que consola, que entristece e que vai matando aos pouco a cada dia que passa, é exatamente esse sentimento de prisão que me ocorre quando me vejo refém de você. Fatores que me levam a insanidade e nessa hora percebo que tenho meus pés e minhas mãos amarradas e uma boca que quer gritar e não consegue, porque enquanto você estiver ao meu lado, enquanto você puder me olhar, eu não vou conseguir me levantar e dar outro passo. Pois toda minha desenvoltura e falta de vergonha termina exatamente onde começa a sua timidez e frigidez, e todo esse sentimento de que tudo que eu fizer vai ser demais, ou que vou passar do limite, não sei como agir, reagir as coisas que escuto e que vejo é como se fosse à primeira vez, um campo minado onde as bombas só esperam seu primeiro passo em falso pra explodir fazendo de você um perdedor. Não quero mais ser controlada, julgada ou reprimida, não estou preparada pra ir além nesse enigma paradoxal que se materializou entre mim e a minha vida, saia me deixe viver, pois agora sou apenas um corpo na cova que você cavou pra mim...

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