quarta-feira, 11 de maio de 2011

Talvez, Será e Porque.

Talvez eu tenha me cansado de sempre levar na cara, sem ter feito algo pra merecer, talvez tenha me cansado de estar ao seu lado pra o que der vier e você nunca estar ao meu lado quando preciso.

Talvez eu tenha cansado de ser comparada, sem poder oferecer algo melhor, talvez esteja realmente cansada de me contentar com as suas migalhas, e de me apaixonar por cada inspiração e expiração que você dá.

Talvez você esteja cansada da minha dose de drama diária, esteja cansada do meu ciúme, da minha insegurança, do meu medo de te perder e principalmente da minha necessidade de te ter ao meu lado, de me fazer dependente de você de alguma forma.

Essa sou eu, de cara limpa, dramática, irônica, astuciosa e cansada. Realmente cansada, de correr atrás de você, de te fazer prioridade quando não sou nem o 4º

lugar da sua lista, cansada de ver as horas iguais nos nossos relógios e quase sufocar só de pensar, que naquele minuto você não pensa mim, enquanto eu penso em você nas 23horas e 59 minutos restante do dia.

Porque parece que nunca vai parar. Porque parece que essa dor nunca vai sanar e que vai continuar martelando aqui dentro como um relógio que de uma em uma hora soa o alerta que mais 60 minutos da sua vida se passaram e esses não voltam mais. Porque sinto que ao seu lado o mundo inteiro parece se resumir ao nosso mundo. Porque quando você sorrir e me olha daquele jeito que só você sabe, é só nesse instante que encontro paz e felicidade, que me faz sorrir só de pensar.

Será nunca vai remediar, espero que mesmo remediei, porque na minha percepção já deu o que tinha que dar, já chorei pelo que tinha de chorar, já me sujeitei ao que tinha que sujeitar, a lei do karma mais uma vez me mostrou que existe e que funciona pra caramba.

E parece que ninguém entende nada que eu digo, que eu grito e expresso. Talvez eu fale outra língua. Incompreensível aos terrestres, talvez eu seja mesmo de outro planeta e me perdi quando passava por aqui.

Talvez eu dance, cante e toque diferente a música deles, talvez eu aja completamente estranha, transgressora e agressiva aos olhos deles. Pouco me importa. Pois essa sou eu, e não sei o que fazer pra mudar, talvez eu não queira mudar, talvez se eu for menos sensível. Porque desse jeito, não dá.

Só o que sei, e tudo que eu sei é que eu me dou demais, talvez por isso, eu apanhe demais. E às vezes não aprendo com isso, pois acabo me jogando de cabeça em outra ilusão maluca, outro relacionamento platônico, no qual eu me prendo a mim mesma.

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