
Hoje me peguei refletindo que do seu tabuleiro de xadrez menina, eu nunca fui sua peça favorita. Fui a apenas seu peão, posto incontáveis vezes ao sacrifício para seu bem estar, ostentação e prazer. No entanto, é dito de inteira verdade, que com as quedas da vida aprendemos, crescemos e superamos tudo. Mesmo que no começo seja doloroso, seja muito mais fácil voltar atrás. Porém precisamos antes de tudo pensar nas consequências e elas são de fato maiores e mais pesadas do que podemos imaginar.
Sendo assim, depois de tanto sofrer, mudar, correr atrás de você menina, decidi que já não jogaria neste tabuleiro como peão, te mostrei que como a rainha desse jogo tomo atitudes, me movo pra qualquer lugar e tenho a versatilidade de permanecer. Já você, com todas essas muralhas, muros, morros, te isolando do mundo e das coisas não passa de uma torre que vive no canto, andando para frente e para o lado, pois outras direções são incabíveis, desproporcionais e proibidas para sua ostentação social.
Diferente de você menina, fui mulher o suficiente pra passar por cima de tudo. Talvez hoje ainda me culpe um pouco por isso, mas fiz. A vida te espera, não de forma gentil do jeito que tu pensas, pessoas como você só aprendem a base de porradas e decepções. E no fim é só isto que te restará, por mais que eu tenha lutado pra te poupar disso. Colhemos exatamente aquilo que plantamos, e até hoje só te vi plantar decepção e fingimento. Espero que você tenha nascido pra amar, se foi pra isso que não sofra como fez sofrer, pois pra ser amada, pode ter certeza você menina não serve.
Já posso ver a próxima 'Caio Fernando de Abreu'surgindo!!! Sério clarinha, texto maravilhoso. Não é a primeira vez que te digo como dá pra sentir a sinceridade nos teus textos! E simplesmente adorei a metáfora do xadrez! Muito criativo e real!!!
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