sábado, 26 de janeiro de 2013

Descomedir-se

É inegável que as coisas estão mudando, o mundo é bombardeado a toda hora com milhões de novas tecnologias que prometem fazer da nossa vida melhor, encurtar as distâncias, sem contar com o capital que a cada dia que passa engole com sua selvageria qualquer resquício de humanidade e compaixão restante em nosso ser.
Gostava do tempo em que podia simplesmente parar e olhar o céu e esperar algumas formas nas nuvens, hoje corremos toda hora contra os ponteiros do relógio que sentenciam nossa vida, como se gritasse a cada segundo que não teremos mais aquilo que passou.
Tudo agora é baseado na velocidade de acontecimento, tecnologias mais rápidas, meios de transportes mais rápidos, beijos, abraços, conversas, carinho, sexo, tudo em alta velocidade, tudo pequeno demais para necessidade humana de entender, que de nada importa uma conta gigante no banco e um coração vazio dentro do peito, que muitas das nossas vontade e ansiedades seriam resolvidas se parássemos pra conversar mais, amar mais e ser um pouco mais feliz.
Quase me entristece perceber que em meio a escassez de tanto sentimento ainda temos que bater de frente com o nosso orgulho. O orgulho que individualiza, enrijece e isola, separando e te impendido de lutar por aquilo que realmente te completa, que te faz sentir segura, protegida, amada, como se um abraço tivesse o poder de curar todas as suas dores e um sorriso o poder de te fazer esquecer todos os seus problemas.
É necessário, estudar, trabalhar, correr atrás da sua independência do seu conforto, pois por mais preenchedor que seja o sentimento, não enche barriga. Porém, como velhos amantes que somos entenderemos que Drummond de nada erra quando cita "O amor
 é grande e cabe no breve espaço de beijar"  Então que sejam longos e cúmplices os beijos e abraços, nos confirmando a todo instante que nenhuma prova de amor é tão grande como deixar-se amar por alguém que te Transborde.

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