segunda-feira, 31 de março de 2014

Sem Culpa

Desculpa o rosto sisudo quando você espera sorrisos,
desculpa as poucas palavras e a grande indiferença,
desculpa os não abraços e os que eu também vou negar,
desculpa as frases de amor não ditas, e o silêncio recorrente nos nossos dias,
desculpa a falta que vou fazer nos dias frios, e naquela viagem que tanto planejamos,
desculpa por planejar tudo e  por esperar que você viva meus planos,
desculpa por te explicar todos os "porquês" e te envolver tanto nisso,
desculpa não poder ficar nas suas condições,
desculpa por te abandonar e por te virado as costas quando eu deveria lutar,
desculpa minha fraqueza, e humanidade,
desculpa por todas as desculpas e jamais pense Que eu fui por não te Amar.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Insanas

Não consigo entender como alguém tem medo do que faz bem, ter medo de quem te ama e faz tudo por você é no mínimo uma insanidade declarada. Não sei uma explicação coerente pra essa insegurança reversa de não querer sentir, de dizer não mesmo quando quer gritar pro mundo que SIM, não cansar de fingir, fugir e não encarar, se acovarda. É quando o inevitável acontece, o arrependimento, a frustração, a falta daquele alguém que te completava e você simplesmente deixou ir, bate o desespero né? a vontade de correr atrás de tudo aquilo que você ta vendo que perdeu, o problema é que na maioria das vezes o outro também já te deixou ir, e por mais que você agora queira ele já não quer.

Não sei jogar nesse time de perdas e arrependimentos, vivo a mergulhar no desconhecido, a pular de precipícios sem saber muito no que vai dar, mas essa é a graça de se deixar Sentir, é ter frio na barriga, é se apaixonar por cheiros e olhos e ter coragem de dizer isso, é ser elemento imponderado de uma matemática com milhões de resultados. Imagine quão louco seria perder uma ótima oportunidade de ser Feliz.

"E que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é Amor e a outra Metade também"

domingo, 2 de março de 2014

Diariamente

Sou o desejo de chegar mais cedo e a vontade de sempre dormir mais tarde, te curtir cada instante. Sou a saliva que se mistura e não separa e o nó cada vez mais atado. Sou teu travesseiro e espero, antes da noite que vem tão de repente e do sono que nos mantém calados, lembrar-me de como é bom dormir ao teu lado.
Sou aquela hora do dia que o meu cheiro é o seu cheiro. Sou o afago e o beijo matinal antes do creme dental e, quando as primeiras vontades do dia são: ficar, ficar e ficar. Sou a água a molhar teu corpo e o sabonete a te perfumar. Sou teu café sem açúcar na tua boca já doce e te ver ali sorrir é a recompensa e o atestado mais certo do que é se sentir viva.
Sou a nossa despedida esperada mesmo que sofrida. Sou cada rumo tomado ou cada um deixado para trás. Sou a rua sem saída que atrasa e o relógio arrastado que é adiantado pra chegar na hora. Sou a mensagem de texto com a saudade espremida e dita entre a vontade de fugir e a hora da partida. Sou o ônibus, o metro, o avião, cheio, sujo e apertado. O trânsito frio, calculista, barulhento e mal intencionado. Sou a chuva repentina a me esperar no ponto e a lavar minha alma até a nossa esquina.
Sou o mesmo dejavu ao rever teu semblante, ao te encontrar nesses bares da vida. O mesmo sorriso de olhos e bocas, muitas vezes mais de olhos. O beijo afobado, que sintoniza, encaixa que nos leva a arrancar as roupas e a nos fazer apenas um no próximo instante. Sou a cama quebrada no chão, que deixa de ser cama pra virar colchão. Sou o cafuné em forma de pedido, pede somente que: fique, fique e fique.
Sou a vontade que nunca tive de manter uma rotina e a necessidade que tenho de faze-la. A certeza que agora tenho que acordar, que o mundo selvagem nos espera. Sou o desejo sincero de uma vida possível, que nos revele as impossibilidades para que a cada dia eu tenha um motivo para ser, e que mesmo sendo o ridículo da vida tenho certeza que o nosso compromisso diário é AMAR.
- Com inspirações em textos de Filipe Rocha.